sábado, 23 de outubro de 2010

Inovação Brasil

    Chip do boi: gado sob controle 
Saber a origem da carne que está nas gôndolas dos supermercados é uma exigência que veio para ficar. Após surtos de doenças, como a da vaca louca, ou a denúncia de desmatamentos para a criação de pastagens em áreas de floresta, a certificação da carne bovina passou a ser exigida pelos grandes importadores e consumidores. O Brasil tem cerca de 200 milhões de cabeças de gado, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. É o maior exportador mundial de carne, com valores que ultrapassam os R$ 2 bilhões por ano. Mas esse comércio só tem garantias se o boi tiver origem comprovada. Países europeus só importam carne que seja rastreada, ou seja, com informações desde o nascimento até o abate do boi, incluindo dados sobre vacina, origens e manejo. No Brasil, a forma mais comum de monitorar o gado é por leitura ótica. A rotina de vacina, pesagem e controle é feita através de um número serial anotado por um funcionário da fazenda. Além de manual, demorado e pouco prático, o sistema dá margem a erros. O rastreamento com tecnologia importada exige investimentos e não é utilizada em larga escala no Brasil. 
Demanda 
Aproveitando esta lacuna, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública pioneira no desenvolvimento de semicondutores no Brasil, desenvolveu o “Chip do Boi”. O produto é 100% nacional, barato e confiável, destinado ao rastreamento do gado. Apesar de usar tecnologia de ponta, o sistema é simples. Cada animal recebe um brinco na orelha com um chip e uma antena. No dispositivo ficam armazenadas informações sobre o boi, que são acessadas através de um leitor eletrônico, que possui tecnologia RFID (Identificação por Radiofreqüência). 
O equipamento, que ainda está sendo testado em fazendas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, já apresenta resultados animadores. Com o novo processo, a pesagem do animal é feita em poucos minutos e os erros no controle manual do gado foram eliminados, já que a organização das informações é totalmente eletrônica. Além de ter sido projetado especialmente para as condições da pecuária brasileira, um dos principais diferenciais do Chip do Boi está relacionado ao custo. O sistema nacional terá um preço médio de R$3 a unidade, menos da metade do valor de tecnologias similares importadas.  
Previsto para ser comercializado a partir de 2011, o Chip do Boi promete popularizar o monitoramento do gado com uso de tecnologia, prática fundamental para melhorar a gestão nas fazendas e estimular a criação de um padrão brasileiro de rastreabilidade. Além de maior valor comercial, a carne do gado rastreado é mais competitiva e impulsiona o mercado exportador brasileiro.
 
 

Eleições 2010

    Direitos e Deveres
No Brasil, o voto é obrigatório para todo cidadão alfabetizado que tenha entre 18 e 70 anos. É facultativo para jovens entre 16 e 18 anos e maiores de 70 anos, assim como para os analfabetos e incapacitados de se exprimir na língua nacional. Portanto, todo cidadão tem o direito de votar e ser votado, desde que satisfaça as exigências legais. No dia do pleito, o eleitor deve estar atento aos horários de votação (8h às 17h, hora de Brasília). O cidadão pode se dirigir à seção eleitoral portando apenas um documento de identidade com foto. A apresentação do título de eleitor não é obrigatória, mas é recomendada. Para 2010, o TSE havia estabelecido que o documento era necessário, decisão revertida pelo Supremo Tribunal Federal há dois dias do pleito. Para mais informações, acesse a Campanha de esclarecimento ao eleitor. Outra novidade a partir deste ano é a possibilidade de voto em trânsito para o cargo de Presidente da República. Quem estiver fora de seu domicílio eleitoral poderá votar, desde que esteja em uma das capitais brasileiras ou Distrito Federal e tenha feito inscrição em um cartório eleitoral. Para as eleições de 2010, o prazo de inscrição aconteceu entre 15 de julho e 15 de agosto. 
    Mesário
A convocação para mesário é feita pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), de acordo com a necessidade de cada cartório eleitoral. Ela é pessoal e intransferível. Quando convocado, o cidadão deve apresentar-se à seção eleitoral para trabalhar na eleição. Se o mesário não puder comparecer, deverá comunicar ao cartório.Atualmente, é possível ser mesário voluntário nas eleições. Basta se inscrever em seu cartório eleitoral ou pelo site do TRE de sua região, desde que não esteja legalmente impedido de exercer tal função. Os interessados passam a fazer parte da lista de mesários e são convocados quando há necessidade. Clique aquipara acessar o site do TRE do seu estado. Todo mesário tem direito a dois dias de folga em seu trabalho – seja ele público ou privado – para cada dia em que tiver atendido à convocação da Justiça Eleitoral.Caso o mesário não possa comparecer no dia da votação, ele terá 30 dias, a contar da data da eleição, para justificar sua ausência. Caso não justifique, será cobrada multa. 
    Dia da votação  
Durante a votação, é proibida a venda de bebidas alcoólicas, assim como a aglomeração de pessoas com propaganda a favor de determinado candidato, partido ou coligação, conhecida como boca-de-urna. A apuração dos votos começa após o encerramento das votações e pode ser acompanhada pelos sites do Tribunal Regional Eleitoral de cada estado.Pessoas com necessidades especiais podem receber apoio no dia da eleição. Em casos onde é imprescindível que o eleitor seja auxiliado a exercer o seu direito de voto, ele poderá ser acompanhado por alguém de sua confiança. O presidente da mesa receptora autorizará a entrada de um acompanhante junto com o eleitor na cabine de votação, permitindo, inclusive, que ele digite os números na urna. A pessoa que ajudará o eleitor portador de necessidades especiais não poderá estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido político ou coligação.